Fala galera! Beleza?!

No post de hoje vou compartilhar com vocês todas as etapas que passei para criar o personagem Semreh, um possível deus grego da lentidão.
O briefing do personagem foi uma sugestão do Guilda Jobs, um projeto idealizado pelo site Iconic para estimular novos artistas terem a experiência de um contato mais real com o mercado e diretores de arte.

Bora ver o que saiu daí?

I – Interpretando o briefing

O briefing é onde tudo começa. É a partir dele que você vai saber o que o seu cliente espera que o personagem apresente visualmente, todos os itens, acessórios, a forma de se comportar, as expressões corporais…. Tudo. Portanto, é muito importante que você leia o briefing com atenção e entenda quais elementos são vitais para compor a personalidade do personagem e como você irá conseguir explorá-los de uma maneira criativa e interessante.

Não tenha medo de perder um bom tempo inicial colocando ideias no papel e pesquisando referências que possam expandir suas primeiras impressões. Este começo é uma louca viagem exploratória 🙂

No caso do nosso amigo Semreh aqui, eu acabei criando alguns rascunhos despretensiosos (não ligue muito para proporção e refinamento ainda!), focados no acting do personagem.

“Mas o que é acting?”

Acting é a forma como esse personagem age no mundo, a sua forma única de se portar. É a “atuação” dele, como em uma peça de teatro. Cada ator interpreta seu papel de acordo com a personalidade descrita no roteiro e, aqui, você deve fazer o mesmo.

O briefing me dizia que o Semreh deveria ser:

  • Doce;
  • Amável;
  • Ter asas invertidas na cabeça;
  • Misturava elementos tradicionais gregos com objetos ou indumentárias contemporâneos;
  • Sofria bullying de outros deuses do olimpo;
  • Era o irmão do deus Hermes, o mensageiro de Zeus;
  • Um pouco atrapalhado.
  • Obcecado com relógios;
  • Sempre tentou vencer uma maratona extinta chamada Phatos, sem sucesso.

Com isso, nas minhas primeiras tentativas, imaginei Semreh como um irmão mais novo de Hermes, tentando imitá-lo sem sucesso, sempre fracassando. Tendo isso em mente, nos meus desenhos ele ficou com um aspecto meio tristinho, confuso e atrapalhado, mas também curioso, uma característica própria da infância:

semreh 1

II – Explore, explore e explore!

A resposta do diretor de arte fictício do projeto, Marco Alvares, foi a de que eu deveria apresentar outras possibilidades de shapes (formas) do personagem Semreh, para ampliar as possibilidades. Apesar de, inicialmente, eu o ter imaginado como um menino muito jovem e magrinho, isso não quer dizer que seja a melhor resposta visual possível. Era preciso explorar mais, oferecer um cardápio mais variado ao meu cliente. E lá fomos nós, fazer silhuetas e shapes diferentes!

semreh 2

III – Refinando 

A palavra de ordem agora é “refinamento”. Depois de apresentada a prancha com as opções variadas, foram selecionadas algumas delas para teste de expressões, refinamento de linha e cores. Agora era a hora de ver qual seria a melhor forma de apresentar o Semreh ao mundo, mas ainda tínhamos muitas variáveis para analisar. Os resultados desta etapa foram estes:

Joviana Semreh

Muito diferentes não é?

Para prosseguir, o diretor escolheu a terceira opção, o Semreh velhinho e um tanto quanto hippie:

03 Semreh

 

IV – Render

“Renderizar” pode ser traduzido como o momento no qual você finaliza a sua arte. Para esta etapa eu deveria apresentar uma pose final que descrevesse para o observador, de uma forma clara, qual a personalidade do nosso querido deus da lentidão, além de cinco testes de expressões.

Após alguns apontamentos do Marco, eu fiz modificações visuais na imagem, como nas cores da touca para que esta não fosse uma referência óbvia demais à Jamaica e acrescentando um elemento contemporâneo, como pedia o briefing. As asas migraram para os pés, tentando evitar uma poluição visual na parte de cima da figura.

O resultado final você pode ver aqui embaixo:

blog

 

Espero que tenham curtido, galera!

Até a próxima ^_^